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Expedição Tropeira comemora 200 anos da Rota Imperial com paradas em Domingos Martins

Monique Ferbek

Os 13 tropeiros que saíram de Ouro Preto, em Minas Gerais, com destino a Vitória, como ação de comemoração aos 200 anos da Rota Imperial foram recebidos na manhã desta sexta-feira (15), na localidade de Tijuco Preto, em Domingos Martins. Autoridades, comunidade local e alunos das escolas da região recepcionaram o grupo que fará mais uma parada na Vila do Pena, distrito de Melgaço, neste sábado (16).

Vale lembrar que Domingos Martins tem a maior extensão da Rota em seu território: dos 575 quilômetros totais, mais de 100 cortam o município. Depois de pararem pela Vila do Pena, ainda em Domingos Martins, os tropeiros seguem para Santa Leopoldina e tem previsão de chegarem a Vitória (marco zero da Rota é no Palácio Anchieta) no dia 20 de abril.

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IMG 6306O professor José Eurípedes Leal contou aos presentes um pouco da história da construção da Rota. Ele também explicou algumas peculiaridades e curiosidades sobre as regras para construção do trecho. “A estrada foi construída pela Corte Portuguesa, com início em 1814 e finalização de 1816. Na época de sua abertura, a estrada deveria ter três metros de largura, para que duas mulas carregadas pudessem passar uma pela outra. Também deveria ser construída nas partes altas, para evitar contato com mosquitos nas proximidades de lagos e lagoas, e no período do Império foi muito próspera”, explicou.

No final do século XIX, a estrada de ferro Leopoldina e os acessos por terra a Minas Gerais geraram um natural esvaziamento da Estrada Real. “Entretanto, com toda a história carregada, que façamos desta estrada uma ferramenta que possa ser explorada turisticamente, fazendo com que os capixabas conheçam sua história e possam valorizá-la, pois quem conhece, ama, valoriza e preserva”, destacou o professor.

Junto ao presidente da Amunes, Dalton Perim, o prefeito de Domingos Martins, Luiz Carlos Prezoti Rocha, o Carlinhos Borboleta, saudou os presentes, falando da alegria em receber os tropeiros no município na ocasião. “Ficamos felizes com a descentralização das ações, dando oportunidades de desenvolvimento às cidades do interior, além do trabalho integrado entre os municípios. Com o fortalecimento da rota, aproveitamos o potencial turístico e cultural para desenvolver o lado econômico e social de nossas cidades”, frisaram os prefeitos.

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O governador Paulo Hartung ressaltou que o modelo de trabalho das “Rotas” marcam o mundo desenvolvido. “Quando vamos a outro país, por exemplo, nos deparamos com um conjunto de rotas que contam a história do local que visitamos, a produção agropecuária das regiões, a vida das comunidades. É justamente disso que se trata o nosso trabalho com a Rota Imperial no Espírito Santo: a possibilidade de cada comunidade beber um pouco da história articulada a atividades que dialogam com a cultura, história, gastronomia e desenvolver o entorno. Temos monumentos naturais lindíssimos que, bem aproveitados podem gerar atividade econômica e divulgar nossos potenciais mundo afora”, disse Hartung.

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Já a Deputada Luzia Toledo, madrinha Expedição Tropeira pela Rota Imperial, citou as oportunidades de negócio que o fortalecimento da Rota Imperial pode propiciar para os moradores. “Em Ibatiba, por exemplo, por onde passa a rota, uma pousada realizou investimentos, já oferece mais vagas, gerou desenvolvimento local. Este é somente um exemplo das oportunidades que a movimentação neste percurso pode gerar para os moradores ao longo de sua extensão” apontou Luzia.

A expedição tem objetivo de resgatar a história tropeira. Durante o percurso, os participantes passaram por diversas propriedades rurais, de agroturismo, onde puderam conferir as belezas de cada município da rota. Rios, matas, cachoeiras, entre outras belezas, com objetivo de reviver o percurso, histórias e costumes ao longo do trajeto.

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Sobre a Rota Imperial*

A Rota Imperial, conhecida também como São Pedro de Alcântara, surgiu após a descoberta de ouro no interior do Brasil na primeira metade do século XVII. Desbravadores percorriam essas terras para conseguir chegar à região das minas gerais e, para proteger esses locais contra os invasores, a Coroa Portuguesa proibiu a construção de estradas na Capitania do Espírito Santo.

Após a chegada da Família Real no Brasil, em 1808, foi permitida a construção de uma estrada que ligasse Vitória a Ouro Preto, em 1814. A Rota Imperial foi concluída em 1816, consolidando a ocupação do território nos locais por onde passava.

Atualmente, a Rota Imperial proporciona, além do contato com a história, 575 km de belas paisagens entre vales e montanhas e a cultura marcante dos imigrantes que colonizaram as terras. São 31 municípios, sendo 17 em Minas Gerais e 14 no Espírito Santo. Os municípios capixabas são: Cariacica, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iúna, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Muniz Freire, Viana, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante e Vitória.

*Informações da Setur

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  • Última modificação em Segunda, 25 Abril 2016 10:53
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